Archive for January 2011
Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) comemora 2 anos e inaugura Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia
Por Marcelo Leal e Pedro França
O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), completou ontem (20) dois anos de atividades com a inauguração do Centro Nacional de Estudos e Documentação (Cenedom). Presente à cerimônia, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse que o Cenedom é “mais um passo para o enriquecimento da museologia brasileira”, lembrando a importância que os museus ganharam durante o governo Lula e a mudança que essa política provocou na cultura popular.

Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, acompanhada do Presidente do IBRAM, José do Nascimento Junior, participou da Comemoração de 2 anos de Criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da Inauguração do Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Pedro França/MinC)
“Não faz muito tempo, museu era visto com reserva e distância pelo povo, como se fosse uma coisa aristocrática ou para iniciados. Isso mudou. Uma série de fatores explica isso: entre eles, a diminuição das desigualdades sociais e o processo de democratização cultural ocorrido na história recente do país. Não só surgiram muitos novos museus, como, o que é mais importante, a instituição ampliou seu repertório.”
Concebido para ser uma referência em pesquisa documental tanto para estudiosos como para o público interessado, o novo centro de serviços lançado pelo Ibram vai funcionar como laboratório, biblioteca, arquivo e centro de difusão de conhecimentos, além de repositório de publicações e trabalhos acadêmicos no campo museológico.
O presidente da autarquia, José Nascimento Junior, afirma que o Cenedom se constituirá em um “espaço de reflexão” aberto ao cidadão e poderá ser consultado mesmo por quem não mora em Brasília. “O sistema de gestão de informação vai possibilitar que o interessado consulte a documentação pela internet. Já temos instrumentos para isso a partir de hoje. E, com a digitalização dos acervos, isso vai se ampliar”, destaca.
Ele salienta, ainda, outro avanço que o novo serviço, lançado durante a comemoração do segundo aniversário do Ibram, garante à história brasileira. “O centro vai prestar apoio aos demais órgãos públicos, permitindo a recuperação e requalificação de documentos importantes para a preservação da memória.”

Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, acompanhada do Presidente do IBRAM, José do Nascimento Junior, participou da Comemoração de 2 anos de Criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da Inauguração do Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Pedro França/MinC)
Para a coordenadora de Cultura da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, Jurema Machado, o Cenedon pode exercer uma função pedagógica e contribuir para que o museu, no Brasil, seja entendido a partir de um conceito mais moderno, provocando, também, mudanças na forma como são geridos os acervos museológicos no país.
“Os museus são vistos, pelo senso comum, como casas de memória, de exposição de objetos. E a produção científica, mesmo a documentação histórica que essas casas detêm, deve ser compartilhada, deve ser trocada e difundida. Isso é um avanço tecnológico, mas é, sobretudo, o avanço de uma visão moderna, contemporânea, do que é o papel do museu”, explica. “E, como as ações promovidas pelo Ibram em nível federal acabam sendo referência, é também emblemático no sentido de induzir comportamentos nos estados e municípios para a valorização desse lado menos visível dos museus”, completa.
Prioridades no segmento de museus
Na abertura da cerimônia, a ministra Ana de Hollanda também adiantou para um auditório repleto de servidores do Ibram, pesquisadores, especialistas e representantes de diversos museus brasileiros algumas ações que serão prioritárias durante a sua gestão. “Vamos regulamentar o Estatuto dos Museus e levar para a pratica o Plano Nacional Setorial de Museus”, afirmou.

Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, acompanhada do Presidente do IBRAM, José do Nascimento Junior, participou da Comemoração de 2 anos de Criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e da Inauguração do Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Pedro França/MinC)
Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM)
Em dezembro de 2010, foi lançado o Plano Nacional Setorial de Museus, que estabelece os caminhos para as políticas públicas na área museal pelos próximos dez anos. O PNSM foi construído pelo Ibram em parceria com a comunidade museológica e vai integrar o Plano Nacional de Cultura.
Estatuto dos Museus
Regulamenta desde a criação até o fechamento de um museu e seu funcionamento, tornando obrigatória a elaboração e implementação de um plano museológico para cada instituição.
Novo Código Florestal levará a novas tragédias ambientais
“Novo Código Florestal levará a novas tragédias ambientais”, afirma Ivan Valente
Fotos: Wilson Dias/ABr
Membro da Comissão Especial da Camara dos Deputados que debateu as mudanças propostas no Código Florestal, o deputado federal Ivan Valente alertou, neste final de semana, para os riscos que a nova versão da legislação trará não apenas para as florestas mas também para a população que hoje vive irregularmente em topos de morros e encostas. Como aconteceu em 2008 em Santa Catarina, parcela considerável da população afetada pelos deslizamentos da última semana no Rio de Janeiro vivia em áreas de risco que podem ser legalizadas caso a nova versão do Código seja aprovada no Plenário da Camara e o Senado.

São José do Vale do Rio Preto (RJ) - Rastro de destruição deixado pela enxurrada na Biblioteca Municipal da cidade (Wilson Dias/ABr)
Isso porque, segundo o relatório do deputado Aldo Rebelo, encostas e topos de morros não serão mais considerados áreas de preservação permanente e, portanto, estarão liberadas para construção de habitações.
“Ainda não discutimos essa questão de forma objetiva. Há questões climáticas, que entraram na ordem do dia dos países com a Conferência de Copenhague e de Cancun, e questões muito sérias como estas que vemos se repetir ano a ano quando as chuvas aumentam. Liberar construções em áreas como estas não apenas diminuirá a vegetação natural, que aumenta a resistência das encostas, como colocará um número ainda maior de pessoas em risco”, lembrou Ivan Valente.
O projeto do novo Código Florestal também reduz a faixa de preservação ambiental nas margens de rios, legalizando áreas como o Jardim Pantanal (zona leste de São Paulo), que ficou mais de dois meses debaixo d’água em 2010 e que sofre novamente com as enchentes. Por fim, o texto retrocede ao permitir que estados e municípios legislem na área ambiental, quando a competência deveria ser da União e somente complementada pelos entes da federação.

São José do Vale do Rio Preto (RJ) - Rastro de destruição deixado pela enxurrada na Biblioteca Municipal da cidade (Wilson Dias/ABr)
“Santa Catarina já aprovou um Código Florestal Estadual em desacordo com a legislação nacional em vigor. E mesmo vendo a tragédia se repetir na nossa frente, parece que não nos damos conta de que tudo isso é resultado, em primeiro lugar, das agressões do homem à natureza e, em segundo lugar, das inúmeras ocupações irregulars negligenciadas pelo poder público. Esperamos não depender de mais mortes para barrar esse tipo de política”, criticou o deputado federal do PSOL.
Beto… Só.
Conheci o Beto no dia que fizemos essa sessão de fotos para um projeto experimental de alunos de Jornalismo do CEUB. Recebi o convite do grande amigo e talentoso poeta, Pablo Emílio, 2 dias antes de produzirmos as fotos. Não houve maquiagem, nem figurino, nada. Apenas a luz, e o amigo e também fotógrafo Leonardo França que me ajudou na assistência por trás das lentes.
Pra quem não conhece, Beto só é jornalista e também um talentoso músico e compositor brasiliense tendo dois CD’s lançados, “Lançando Sinais” (2005) e “Dias mais tranqüilos” (2008) com músicas, composições, melodias e letras de excelente nível de qualidade e profissionalismo. Já dividiu o palco com os músicos: Marcelo Camelo, Vanguart, Azevedo Silva, Frank Jorge e já participou do Festival Rock de Inverno em Curitiba – PR.
“Dias mais tranqüilos” foi considerado o melhor lançamento independente de 2008 pelos jornais “Correio Braziliense” (DF) e “Estado de Minas” (MG) além de ter recebido elogios de críticos do meio artístico em publicações na Revista Rolling Stone, nos sites Trama Virtual, Alto Falante, entre outros.
“Lançando Sinais” foi citado em listas de melhores do ano por importantes jornais brasileiros e brasilienses além do reconhecimento no meio virtual.
Baixe aqui:
Beto Só – Lançando Sinais (2005)
Beto Só – Dias mais tranqüilos (2008)
Visite o MySpace clicando aqui.
Será mesmo um bom ano?
Deixo aqui um artigo que li de um dos poucos Senadores exemplares e que costuma falar com as paredes no Senado Federal, mas que por mim, foi, é e será por muito tempo bastante respeitado.
Anos atrás, os idosos pobres passaram a contar com a aposentadoria rural que lhes garante um salário mínimo, mas não receberam serviço de saúde, nem emprego para os filhos. Desde a implantação do Plano Real, houve uma melhora na afluência das pessoas, graças ao crescimento econômico com estabilidade monetária, mas as pessoas continuam sem poder ir à ruas porque a segurança piorou. Com a Bolsa Escola e a Bolsa Família, milhões saíram da renda zero, mas a escola dos filhos não melhorou.
Nunca vendeu-se tanto automóvel e nunca perdeu-se tanto tempo nos engarrafamentos de trânsito. Nos últimos dias, milhares de pessoas tentam fazer a primeira viagem de avião, mas não conseguem ser atendidas nos aeroportos.

Atrasos nos vôos do Aeroporto Internacional de Brasília prejudicam usuários de todas as partes do país - © Pedro França 2010

Nos últimos anos, a capital do Brasil tem enfrentado um trânsito cada vez mais intenso, a compra do automóvel se tornou mais viável frente ao péssimo serviço de transporte público prestado para a população - © Pedro França 2010
O aumento na renda e a facilidade de crédito permitiram aumentar o poder de compra, mas não aumentou o bem estar que vem da soma da renda com os serviços públicos de qualidade disponíveis. O resultado é uma população onde melhora a renda pessoal de cada indivíduo, mas não melhora a qualidade de vida do conjunto da população. Melhora-se o presente, descuidando-se do futuro.

Funcionários responsáveis pela limpeza da Universidade de Brasília, protestam na reitoria pelo atraso de mais de 90 dias sem receber salário - © Pedro França 2009
Nunca tantos conseguiram lugar em uma universidade, graças à Bolsa Prouni, mas os cursos perdem qualidade sobretudo por causa da vergonhosa tragédia em que a educação de base continua se arrastando. Resolve-se o problema de cada indivíduo que consegue entrar na universidade, mas não se faz o salto para garantir que todos terminem o ensino médio com qualidade. Porque a bolsa é para cada aluno, como uma renda transferida ao indivíduo, o ensino de base com qualidade é um serviço público oferecido à sociedade.
Na política, todos podem votar, mas votam pensando em si e no presente; a corrupção e os privilégios continuam. Cada eleitor vota, mas o povo não controla os eleitos. Estes são exemplos de que o Brasil melhorou a afluência na renda de cada pessoa, mas manteve a penúria nos serviços públicos para a coletividade. Somos um país que melhora a renda de cada indivíduo, mas não os serviços ao público.
O noticiário nos últimos dias do ano mostra esta triste contradição brasileira. Parte das notícias são sobre o recorde de vendas no comércio, outra sobre as mortes por balas perdidas, crianças abandonadas, escolas degradadas, hospitais precários, mortes no trânsito, engarrafamentos intermináveis, vôos cancelados. A primeira parte decorre da afluência das pessoas, graças a salários, rendas e empréstimos, a segunda decorre da penúria nos serviços públicos.

Sindicalistas ocupam salão verde do Senado Federal para exigir melhorias para categoria de trabalhadores - © Pedro França 2009
A economia e o crescimento não se sustém apenas com a renda e o consumo das pessoas, sem investimentos fortes na infra-estrutura, sem uma forte ação na construção de um sistema eficiente de geração de ciência e tecnologia, sem uma revolução na educação de base, sem serviço de saúde eficiente para todos, sem segurança nas ruas. Mesmo com o povo contente, um país pode ter um triste destino histórico, se a alegria vier apenas individualizada, sem o atendimento ao conjunto de todas as pessoas. O Brasil tem uma população muito mais alegre do que há alguns anos atrás, e isto é muito bom, mas ao mesmo tempo é preocupante que a alegria com o presente individual esconda a tragédia com o futuro coletivo.

Estudantes ocupam o plenário da antiga Câmara dos Deputados do Distrito Federal em protesto aos casos de corrupção e de desvio de recursos públicos - © Pedro França 2009
Um exemplo desta afluência privada com penúria pública está na cultura do País, que prioriza a solução para cada indivíduo, sem olhar para o conjunto da população e para o futuro; oferece alternativas imediatistas de consumo para indivíduos, sem considerar as soluções definitivas de longo prazo, para o País. É assim que pensamos, os brasileiros, daí nossa baixa taxa de poupança, nosso desprezo e vandalismo com o que pertence ao público, o imediatismo como decidimos na vida pessoal e votamos na vida política. Daí preferir-se uma roupa nova a uma melhora na escola do filho.
Esta cultura pode fazer muitos brasileiros felizes no presente, mas não é suficiente para fazer um Feliz Brasil 2011.
Ana…
Aninha é a nova Ministra de Estado da Cultura. Comecei a chamá-la assim porque acho ela muito simpática…
Quando era mais nova ela se envolveu com política, tendo pertencido aos quadros do extinto Partido Comunista Brasileiro (PCB) e participado como militante em diversas campanhas eleitorais. Também se dedicou à carreira de gestora pública, sempre na área cultural. Chefiou o setor musical do Centro Cultural de São Paulo de 1983 a 1985 e entre os anos de 1986 a 1988, foi secretária de Cultura do município de Osasco, na gestão Humberto Parro (PMDB). De 2003 a 2007, dirigiu o Centro de Música da Fundação Nacional de Artes, do Ministério da Cultura (Funarte/MinC). Nos últimos três anos, foi vice-presidente do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Rio de Janeiro.

A nova Ministra da Cultura, Ana de Hollanda foi recebida por diversos grupos musicais na entrada do Museu da República na Cerimônia de Posse - © Pedro França 2011
Ela é irmã do conhecido Chico Buarque e embora não pareça, já está com 62 anos. Recebi uma ligação hoje cedo da ASCOM do MinC me pautando para a Cerimônia de Posse que ia começar às 18hs no Complexo Cultural Museu da República… Fiquei animado porque já sabia que ia fazer um material bom.
Não sei se a nova responsável pela pasta gosta mais de ler discurso ou de se expressar com as próprias palavras, mas perdi as contas de quantas vezes ela foi aplaudida hoje ao discursar para representantes culturais, produtores, artistas, músicos dentre outras pessoas importantes que estiveram presente na posse. A minha expectativa é grande; sempre pensei na cultura como algo de extrema importância na construção da vida de uma pessoa. O Juca fez um trabalho excelente no tempo que ficou a frente do Ministério, fiquei bem triste com sua saída… Mas mulher a frente de algumas coisas sempre é sinal de melhora :)

Ana de Hollanda cumprimenta o Senador Eduardo Suplicy na sua Cerimônia de Posse no Auditório do Museu da República - © Pedro França 2011

A nova Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, discursa para Artistas, Músicos, Atores, Atrizes e autoridades que estiveram presentes na sua Cerimônia de Posse no Auditório do Museu da República - © Pedro França 2011
Clique aqui para ler o Discurso da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda na íntegra.

Ana e Ana - A Ministra da Cultura abraça a neta, Ana Buarque, 4, na Cerimônia de Posse no Auditório do Museu da República - © Pedro França 2011
A cantora e compositora Ana de Hollanda, indicada pela presidenta Dilma Rousseff para coordenar o ministério, será a primeira mulher a integrar a galeria dos mais altos dirigentes da Cultura do Brasil.
Retrato…
Conheço vários amigos fotógrafos retratistas, um deles é o Luis Gustavo Prado, pessoa que tem grande influência na construção diária da minha profissão. LG Prado, como gosta de ser chamado, me ensinou bastante coisa sobre retratos em 2010 e este ano pretendo me aperfeiçoar. Outro grande retratista que admiro bastante é o conhecido Jorge Bispo, renomado fotógrafo carioca responsável por grande parte do material no campo de retratos publicados no Brasil.
Na tentativa de explorar um pouco este campo, decidi tentar fazer alguns ensaios.
Na falta de modelos, serviu o próprio fotógrafo.
Nikon D5000
AF-S Nikkor 17-55mm 1:2.8 G ED IF
Nikon Speedlight SB-900
Seja feliz sem trabalhar…
Mais um ano começou!
Não fiquei muito satisfeito com 2010, foi um ano tenso. Mas teve o lado bom porque tive a oportunidade de ser o fotógrafo oficial do Ministério da Cultura e pude fazer um material fotográfico que sempre quis fazer. Com a mudança do governo em 2011 eu realmente não sei para onde vou… Mas mudanças são sempre muito boas, de uma maneira ou outra.
A idéia é fazer em 2011 metade das coisas que pretendo fazer desde os 20 anos. Esse ano completo 24 anos e ando querendo viver algumas experiências diferentes na vida, principalmente na minha profissão… Outro dia vi uma frase que dizia assim: “Escolha um oficio que você ame fazer e não terá que trabalhar nenhum dia durante a vida toda…”, não sei se era isso, mas era por ai…
Recebi algumas propostas de trabalho, mas eu não estou afim de trabalhar. Quero parar o tempo, despertar um sentimento de alegria, tristeza, preocupação, culpa em todas as pessoas que olham minhas fotos… Por enquanto eu só tenho um desejo pra esse ano que começa agora: Que todos os moradores de rua possam ser vistos como seres humanos e que possam ser tratados com respeito pelo resto da sociedade.
Por enquanto é isso.







